amigos cobraram uma postagem a respeito da derrota do Flamengo, na quarta-feira, para um América mexicano, que havia sido derrotado pelo Mengo, uma semana antes, na sua própria casa.
Naquele dia, tive um mal pressentimento - ao chegar ao trabalho, o ascensorista, que é rubro-negro fanático, me falou: - "aí, doutor, hoje tá garantido!". Aquilo não soou bem, senti um gosto ruim na boca e um cheiro esquisito no ar. Logo retruquei: "você sabe se isso já foi combinado com o time adversário?". Ele respondeu que não, e completei: - "se não foi combinado, nada está decidido.". Era o aviso de que eu precisava. Cancelei minha ida ao Maracanã, e sequer segui um dos mais prazerosos hábitos - assistir um jogo do Mengão com meu filho caçula, em um bar, em Copacabana.
Naquela fatídica noite, fiquei no escritório até às 22:30. Ao descer, fiquei sabendo que estava 2x0 para o América. Foi quando confirmei que o episódio da manhã foi, mesmo, uma antevisão do desastre. Com o vigia, um bom amigo botafoguense arrematei: - "esse jogo vai ser 3x0. O Fla exagerou na auto-confiança e não leva essa". Quando cheguei em casa, a derrota estava consumada.
No dia seguinte, ainda chateado, recebi um telefonema de um dos meus filhos avisando que havia repassado um email de um amigo, que também faz parte da grande nação flamenguista, onde, sem tentar explicar o inexplicável, preferia destacar as lições que se pode tirar das adversidades e propunha uma reflexão: "Embora isso não me sirva de consolo, não posso negar o efeito didático que certas derrotas podem ter sobre nossas vidas, apresentado lições que devem ser identificadas e aprendidas rapidamente sob pena de perdermos tempo demais debruçados sobre elas.". E arrematava: "Assim, despeço-me, ferido confesso, mas convicto de que certas derrotas de tão duras podem até ser suficientes para encerrar uma paixonite, mas nunca um grande e verdadeiro amor. Amor esse que no meu caso com o Flamengo, se renova a cada jogo, a cada Domingo, mesmo após a pior das derrotas, seja em um jogo amistoso em campo de várzea ou na decisão do Mundial de Clubes (ano que vem tem de novo), afinal, o meu maior prazer é vê-lo brilhar, seja na terra, seja no mar, pois uma vez Flamengo, Flamengo até morrer...".
Diante disso, falar o que? O amigo de meu filho disse tudo.
A propósito, começamos o Brasileirão com o pé direito. 3 x 1 nos reservas do Santos foi pouco. Cansamos de perder gols - espero que eles não façam falta adiante, e vamos passar os próximos dias como líderes isolados do campeonato. É isso aí, Mengão, saimos da Libertadores pela porta dos fundos, mas temos muito a fazer pela frente. O elenco é bom, a equipe está unida, o Caio parece um cara cauteloso e consciente. Temos tudo para fazer uma grande campanha. O negócio é trabalhar duro, com entrega e coração.
Naquele dia, tive um mal pressentimento - ao chegar ao trabalho, o ascensorista, que é rubro-negro fanático, me falou: - "aí, doutor, hoje tá garantido!". Aquilo não soou bem, senti um gosto ruim na boca e um cheiro esquisito no ar. Logo retruquei: "você sabe se isso já foi combinado com o time adversário?". Ele respondeu que não, e completei: - "se não foi combinado, nada está decidido.". Era o aviso de que eu precisava. Cancelei minha ida ao Maracanã, e sequer segui um dos mais prazerosos hábitos - assistir um jogo do Mengão com meu filho caçula, em um bar, em Copacabana.
Naquela fatídica noite, fiquei no escritório até às 22:30. Ao descer, fiquei sabendo que estava 2x0 para o América. Foi quando confirmei que o episódio da manhã foi, mesmo, uma antevisão do desastre. Com o vigia, um bom amigo botafoguense arrematei: - "esse jogo vai ser 3x0. O Fla exagerou na auto-confiança e não leva essa". Quando cheguei em casa, a derrota estava consumada.
No dia seguinte, ainda chateado, recebi um telefonema de um dos meus filhos avisando que havia repassado um email de um amigo, que também faz parte da grande nação flamenguista, onde, sem tentar explicar o inexplicável, preferia destacar as lições que se pode tirar das adversidades e propunha uma reflexão: "Embora isso não me sirva de consolo, não posso negar o efeito didático que certas derrotas podem ter sobre nossas vidas, apresentado lições que devem ser identificadas e aprendidas rapidamente sob pena de perdermos tempo demais debruçados sobre elas.". E arrematava: "Assim, despeço-me, ferido confesso, mas convicto de que certas derrotas de tão duras podem até ser suficientes para encerrar uma paixonite, mas nunca um grande e verdadeiro amor. Amor esse que no meu caso com o Flamengo, se renova a cada jogo, a cada Domingo, mesmo após a pior das derrotas, seja em um jogo amistoso em campo de várzea ou na decisão do Mundial de Clubes (ano que vem tem de novo), afinal, o meu maior prazer é vê-lo brilhar, seja na terra, seja no mar, pois uma vez Flamengo, Flamengo até morrer...".
Diante disso, falar o que? O amigo de meu filho disse tudo.
A propósito, começamos o Brasileirão com o pé direito. 3 x 1 nos reservas do Santos foi pouco. Cansamos de perder gols - espero que eles não façam falta adiante, e vamos passar os próximos dias como líderes isolados do campeonato. É isso aí, Mengão, saimos da Libertadores pela porta dos fundos, mas temos muito a fazer pela frente. O elenco é bom, a equipe está unida, o Caio parece um cara cauteloso e consciente. Temos tudo para fazer uma grande campanha. O negócio é trabalhar duro, com entrega e coração.
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