Pular para o conteúdo principal

O homem que fez todo mundo morrer de rir, morreu


A primeiras grandes gargalhadas da minha vida foram dadas por volta dos 5 anos, das piadas do disco gravado por José Vasconcelos, "Eu sou o espetáculo". Meu avô, fã do grande comediante, me presentou com esta autêntica obra de arte.

O disco era absolutamente engraçado, e me divertiu durante muitos anos. Assim como as crianças de hoje assistem ao mesmo DVD, ou Blue-ray, inúmeras vezes, eu escutava aquelas histórias impagáveis, horas a fio, e repetia tanto, que minha avó costumava estabelecer uma quantidade a que eu teria direito em um determinado dia. Chegou a um ponto que ninguém aguentava, enquanto eu sabia o disco de cor.

O José Vasconcelos foi um dos primeiros, senão o primeiro, a se apresentar sozinho em um palco, no que hoje ganhou o pomposo nome de "stand-up comedy". É como eu costumo dizer: nada como um nome novo para uma coisa antiga que deu certo. Vai dar certo mais uma vez.

O disco foi um grande sucesso, tendo vendido mais de 100 mil cópias. Depois disso, o Zé foi pra TV, onde infelizmente sempre foi escalado em papéis infinitamente menores do que ele seria capaz de fazer. O público sempre gostou do Sa-silva, mas, nunca usufruiu do melhor do comediante. Algo parecido aconteceu com o Costinha, que explorava uma linha de humor um pouco diferente da do Zé, mas, da mesma forma, pouco foi aproveitado.

Este final de 2011 está sendo particularmente ruim, com tanta gente boa morrendo. E pensar que tantos safados continuam por aí...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vendendo Lula

Recebi o texto abaixo de um amigo, mas ele não disse quem foi o autor. O resultado está aí. Em julho de 2008, a SECOM de Franklin Martins contratou por R$ 15 milhões anuais o Grupo CDN, uma das maiores empresas de comunicação do país, para cuidar da imagem do Brasil no exterior. No lugar de “Brasil”, leia-se “Lula”. Associada à Fleishman-Hillard, outra gigante das relações públicas internacionais, com mais de 80 escritórios no mundo, a empresa contratou sete jornalistas sênior, com salários mensais na casa dos R$ 20 mil, fluentes em inglês, espanhol e francês, com um único objetivo: colocar a marca “Lula” na mídia global. Nenhum outro líder mundial possui tamanha estrutura de imprensa trabalhando full time para polir a sua imagem e plantar boas notícias no mundo inteiro, com outra diferença. Quer vir ao Brasil fazer uma reportagem? Lula convida, Lula paga a viagem, Lula abre as portas do Brasil para o fascinado jornalista, inclusive, muitas vezes, com direito a uma “exclusivazinha” par...

O maraca é nosso !!!!!

A conquista da Taça Guanabara ainda está longe. Pode haver um tropeço, como no primeiro tempo de ontem, mas, nós, rubro-negros, estamos confiantes. Vejam que linda imagem do Maraca, na noite estrelada que o Mengão sapecou 5 no Fluzinho. Cuidado com o Mengão! Nada ganhamos, mas estamos no rumo certo ao tetra. Espero que o Galvão Bueno não fique gritando como fez quando a Seleção venceu nos EUA. Aquilo é ridículo! Vamos inventar um novo grito pra ele. Hehehehe..... Se Deus quiser.

História do Filho da Puta

John Frederick Herring (1795 - 1865) foi um conhecido pintor de cenas esportivas e equinas, na Inglaterra. Em 1836, o autor do famoso quadro "Pharaoh's Charriot Horses", avaliado em mais de $500.000, acrescentou "SR" (Senior) à assinatura que apunha em seus quadros por causa da crescente fama de seu filho, então adolescente, que se notabilizou nessa mesma área. Apesar de nunca ter alcançado um valor tão elevado, um outro de seus quadros tem uma história bastante pitoresca. Em 1815, com apenas 20 anos, Herring, o pai, como era tradição, imortalizou em um quadro a óleo o cavalo ganhador do St Leger Stakes, em Doncaster, na Inglaterra. Até aí, nada de mais. A grande surpresa é o nome do animal: Filho da Puta! É isso mesmo. Filho da puta. Há pelo menos três versões sobre a origem desse estranho nome. A que parece mais plausível (e também a mais curiosa), dá conta que o embaixador português na Inglaterra, à época, era apaixonado por turfe e também por uma viúva com q...