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Mostrando postagens com o rótulo roubalheira

As peripécias do óbvio

por Fernando Gabeira O governo assaltou e arruinou a Petrobras. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti. No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobras foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei. Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014. Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações fala...

Lula, Lênin e a Petrobras, por Ruy Fabiano

Não se sabe se Lula conhece a palavra de ordem com que Lênin impulsionava sua militância: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é” Até aqui, quando se aborda o escândalo da Petrobras, pergunta-se quem a roubou, quanto e como o fez. A resposta é parcialmente conhecida: o achaque teve o PT no comando, coadjuvado por seus aliados PMDB e PP, e a quantia chegou à estratosférica casa das dezenas de bilhões. Conhecem-se alguns operadores, empresários cúmplices e os nomes de agentes públicos (parlamentares, governadores, ministros etc.) citados nas delações premiadas. A lista oficial, a ser divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está sendo aguardada para os próximos dias. Não se sabe se virá como denúncia ou pedido de abertura de inquérito, o que fará toda a diferença. Se denúncia ao STF e STJ (para o caso de governadores), os citados viram réus; se inquérito, o rito pode ser longo e diluir-se no tempo. O prejuízo, no balanço não auditado da empresa, tem cifras...

Problemas na Petrobras levantam questões mais amplas para investidores, por Landon Thomas Junior, New York Times

Quando a empresa mais endividada do mundo adia a divulgação de resultados devido a um escândalo de corrupção crescente, uma oscilação nos mercados é de se esperar. Tal foi o caso na sexta-feira para a gigante petrolífera brasileira Petrobras, que viu a queda de suas ações de 8 por cento (antes de recuperar ligeiramente) e os rendimentos de seus títulos subirem acentuadamente com a notícia de que executivos da empresa no Brasil tinham sido presos como parte de uma ampla investigação de corrupção. A presidente Dilma Rousseff, que era a chefe do conselho da Petrobras antes de se tornar presidente em 2010, não é a única pessoa, no entanto, que está sentindo a dor com os problemas da empresa. Poucas empresas de mercados emergentes são tão amplamente mantidas por investidores de ações e obrigações como a Petrobras, há muito vista como uma peça de referência para investidores que procurem exposição a mercados em desenvolvimento de rápido crescimento. Desde o fundo de mercado emergente Oppenhe...

A terra treme

A terra não para de tremer. Desde que Dilma "ganhou" as eleições (possivelmente fraudadas), o que estava represado, de um lado, pela necessidade do governo de esconder do público brasileiro a verdade sobre inflação, contas públicas, desmatamento, pobreza, Ideb, dívida pública, entre outros muitos temas; e de outro, pela ação pouco republicana de tribunais e da própria PF, que esperaram o fim do pleito para intensificar as investigações das gravíssimas denúncias do ex-diretor da Petrobras, Paulo Cesar Costa e o doleiro Alberto Youssef,  não tem dia que não surja uma novidade asquerosa ligada ao PT, a petistas ou apaniguados, ou aos dois. A prisão de dirigentes de empreiteiras é uma péssima notícia para a Dilma. O instituto da delação premiada pode fazer com que alguns deles falem o que sabem. E aí pode-se chegar a Lulla, ou à própria Dilma. Daí o desespero de José Eduardo Cardozo e outros petistas de alto coturno, tentando minimizar e/ou abafar os eventos desastrosos dos últi...

Corrupção sistêmica, por Merval Pereira

O escândalo da Petrobras está produzindo reações curiosas no governo, alguns até mesmo engraçados, se o momento não fosse trágico. Anuncia-se que o PT pretende questionar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a escolha, por sorteio, do ministro Gilmar Mendes para relator das contas da campanha presidencial do partido em 2014. Por sorteio, ressalte-se, e a mando do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o mais próximo ao PT de todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Nunca vi tamanha confissão de culpa.  Também o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo deitou falação sobre a politização das investigações, insinuando que a oposição está querendo ter um terceiro turno da eleição que perdeu. Logo quem, o mesmo que acabara de dizer que a presidente Dilma havia determinado que as investigações prosseguissem, doam a quem doer. Como se a presidente tivesse o poder de mandar parar as investigações se quisesse.Além do mais, Cardozo abriu uma investigação para punir delegados ...

Só tem ladrão

O Maracanã está parado há exatos dois anos, cinco meses e 12 dias. Enquanto isso, os valores gastos com as reformas se multiplicam. Orçado inicialmente em 700 milhões já consumiu o equivalente a R$ 1,2 bilhão. É de duvidar que vai parar nisso aí. A ganância, a incompetência e a corrupção superaram até o fato da estrutura do estádio ser tombada pelo patrimônio histórico. Os salafrários descaracterizaram o Maracanã, pretendem derrubar uma parte do complexo, como o parque aquático Julio Delamare, estão ganhando milhões com isso, e ainda assim, corre-se o risco de não ficar pronto a tempo de ser entregue em 24 de maio. A greve de 24 horas dos operários que trabalham na obra foi um indicação de que isso pode acontecer. O Rio precisa de livrar de incompetentes como o Sergio Cabral e, caso ocorra algum fiasco na Copa das Confederações, expulsar a Andrade Gutierrez e Odebrecht daqui.

Mais do mesmo

A fórmula da safadeza é a mesma: ministérios cedidos a partidos aliados, de porteira fechada, associados a ONGs companheiras ROUBAM o erário público. Desta vez, as denúncias alcançam o Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro declarou que quer ver "até onde vai essa onda de denuncismo", mas, repetindo o que já fizera o PCdoB, já começou a veicular propaganda em horário nobre, pensando que pode apagar os mal-feitos da memória popular. Dilma, por enquanto, ainda não se manifestou, ou, se o fez, deve ter sido para defender o "cumpanheiro" Luppi. Isso é um bom sinal. É a senha para dizer que acaba de colocar o ministro na frigideira. Esse parece ser o método dela para se ver livre dos indesejados. Aliás, por enquanto, só cairam os indicados por Lula. Luppi é um deles. Vamos ver quanto tempo ele aguenta.