O Rio não pôde iniciar o rescaldo da tragédia que se abateu sobre a cidade pois ainda não parou de chover e a ameaça de novos deslizamentos e transtornos ainda paira sobre nossas cabeças. O governador e o prefeito, ajudados por Lula, já fizeram o diagnóstico da situação: a culpa das mais de 90 mortes, basicamente, é dos moradores que vivem, porque querem, em áreas de alto risco nas encostas, impossível de serem contidos e/ou removidos. Outra razão foi o alto volume de chuvas, acima da capacidade de absorção da cidade, capacidade esta estabelecida pelas gestões anteriores - a herança maldita de sempre. É a repetição do discurso usado quando acontecimentos semelhantes atingiram o sul do Estado, no começo do ano, onde morreram mais de 50 pessoas, só em Angra dos Reis. Na ocasião, Cabral e o prefeito de Angra disseram que as chuvas tinham sido as maiores da história na região e que a nenhuma cidade teria estrutura para aguentar tanta água. Agora foi a vez de Eduardo Paes justificar: “Foi o...