O carioca tapou o nariz e digitou o número por meio do qual daria um não a Freixo, à esquerda, sobretudo um não aos que chamam de golpistas aqueles a favor do impeachment Ainda por muito tempo o carioca digerirá o fracasso de haver chegado ao fim do ano em que sediou uma Olimpíada tendo, no entanto, de escolher um prefeito entre os retrocessos Marcelo Crivella e Marcelo Freixo, homens de séculos passados, um duro golpe na ideia de cidade cosmopolita conforme a ilusão de quem não faz ideia do que seja uma cidade cosmopolita. Mais do que a crise em que a fantasia criminosa decorrente da associação entre Lula e Sérgio Cabral Filho — entre PT e PMDB — afundou o estado, mais do que o esfacelamento da mentira chamada de UPP, mais do que o anel de R$ 800 mil no dedo da primeira-dama do fanfarrão cujo desejo de ascensão irresponsável ora resulta em servidores sem salário, mais do que a acefalia de ter dois governadores e ter nenhum, mais do que o fato dolorido de serem daqui patriotas do naipe...