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Reflexões de um suposto coxinha

Gente que dividia comigo a mesma ideologia hoje se comporta como inimiga. Um muro foi erguido para me separar desses amigos por Arthur Xexeo Ando sensível. Acho que já contei isso aqui. Choro à toa. Antes era com comercial de margarina, cenas de novela, trechos do filme. Agora, é lendo jornal. Cada notícia da Lava-Jato, de início, me enche de indignação. Em seguida, fico triste. É aí que choro. Ando tendo vontade de chorar também em discussões com amigos. Gente que tempos atrás dividia comigo a mesma ideologia hoje se comporta como inimiga. Ou sou eu o inimigo? De qualquer maneira, num mundo que derrubava muros, de repente, um muro foi erguido para me separar desses amigos. Tento explicar como vejo o trabalho de Sergio Moro e nunca consigo terminar o raciocínio. No meio da discussão, me emociono, fico com vontade de chorar e prefiro interromper o pensamento. “Coxinha”, me xingam nas redes sociais. Bem, se o mundo está obrigatoriamente dividido entre coxinhas e petralhas, não tenho c...

Reinaldo, o vaidoso inútil

Apesar do passado confessadamente esquerdista, não concordo com essa campanha contra o Reinaldo Azevedo, colocando-o entre os fingidos, os traidores da direita, o canalha a ser combatido, por causa de suas posições contra o deputado Jair Bolsonaro. Penso que Reinaldo passou a criticar a esquerda e seus próceres por ter enxergado um pouco mais do que antes, a ação nefasta, daninha, corrupta, criminosa, aproveitadora, doutrinadora e atrasada dos representantes da ideologia marxista, e por ter visto que essa gente, além de incompetente, tem um plano de manter o poder pelo poder, e espolia a nação, em proveito próprio, sem pudor, nas barbas de seus adversários, e nenhuma voz de peso existe para combatê-los. Descobriu, portanto, um nicho. Escreveu as palavras certas, construiu o discurso apropriado, e conquistou um público ávido por escutar (ler) uma mensagem contrária aos bandoleiros que tomaram o país de assalto, desde 2002. Esta grande massa de seguidores, fãs, aliados, ou seja lá ...