A energia nuclear despertou interêsse no Brasil após a Segunda Guerra Mundial - o CNPq e a CNEN foram criadas nos anos 50 para cuidar de pesquisa e desenvolvimento nesta área -, mas, foi somente nos anos 70 que o governos Médici e Geisel deram início a um programa real de utilização e domínio das diversas tecnologias do ciclo do combustível nuclear, como o enriquecimento e o reprocessamento de urânio. A implantação das usinas de Angra 1 e 2 foram cercadas de polêmica. A despeito da censura vigente na época, lembro perfeitamente de ter lido críticas ao fato de Angra 1 ter sido comprada como uma caixa preta, ou seja, sem que houvesse transferência de tecnologia, e que a tecnologia a ser aplicada em Angra 2, a despeito de se ter mais acesso a algumas etapas da fabricação do combustível nuclear, havia muita desconfiança quanto aos modelos sugeridos pelo fornecedor da Alemanha - a Siemens - por ainda estar em estudos naquele país. Apesar de tudo, o programa prosseguiu e Angra 1 está em oper...