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Carta aberta ao Jô Soares

CARO JÔ SOARES,  Foi comovente seu discurso de ontem. A voz embargada e o choro contido foram um espetáculo à parte. Sua defesa irascível à atitude do José de Abreu e à liberdade de ir e vir do Chico Buarque foi quase convincente.  Confesso, Jô, que eu lhe admirava. Há anos atrás, na minha época de estudante secundarista, mantinha-me acordado para assistir o seu programa. Admirava-o por considerá-lo um homem de inteligência ímpar. Esse mesmo motivo, hoje, me faz desprezá-lo, afinal, o socialismo só pode ser defendido por 2 motivos: ignorância ou mau-caratismo. Considerando a sua inegável inteligência, só nos resta a segunda opção.  "Feliz o país que tem Chico". Será? Será, hoje, o Brasil um lugar feliz? Fale de felicidade para os enfermos do SUS, para as vítimas da violência, para os desempregados pela política econômica desastrosa. Fale de felicidade para os policias presos por cumprirem seu dever, para os professores agredidos em sala de aula, para os médicos que c...

Quem aguenta?

Não existe nada mais patético do que o Jô Soares e seu bongô. Como percussionista, ele se revela um excelente entrevistador. O sexteto vai prum lado, e ele, com seu batuque desencontrado, pro outro. Não há nada mais dissonante, fora de ritmo e aflitivo do que aquele tamborilar descompassado! É ridículo, além de incomodar os ouvidos de qualquer um, principalmente, suponho, do próprio sexteto. Coitado, como sempre, ele será o último a saber que não agrada a ninguém. Não vou nem falar do trompete...Quem terá feito a maldade de dizer que ele toca alguma coisa?