Em tempos de atos "heróicos" e exemplares, quem me conhece sabe: se a "boiada" vai prum lado, pode confiar que estarei do outro. A mídia, o secretário Beltrame e Sérgio Cabral comemoram a "conquista" da Rocinha, sem um disparo, e a prisão do traficante Nem, como parte do mesmo episódio, e querem que a gente engula isso sem pestanejar. Foi até engraçado ver os(as) repórteres da Globo, depois de toda a publicidade em torno da operação de ocupação da Rocinha, ostentarem grossos coletes à prova de bala, daqueles que se usa somente em zona de guerra, como modo de evitar, por exemplo, um incidente como o ocorrido com o destemido cinegrafista da Band, abatido por um tiro de fuzil, em meio a um tiroteio com o BOPE, dias antes, na favela de Antares, zona oeste do Rio. Nada contra os profissionais se protegerem, mas, convenhamos, alguém realmente acredita que, com a musculatura exibida pelas forças de ocupação, haveria algum tipo de resistência po...