O editorial de hoje do New York Times é um primor de ambigüidade: começa declarando a resolução da ONU que autoriza o uso de "todos os meios necessários" para proteger civis na Líbia como "um extraordinário momento da história recente", e a seguir afirma que "não há fórmula perfeita para intervenção militar. Ela deve ser usada com prudência". O texto destaca que "a convocação para a ação foi feita em uma velocidade impressionante, liderada pela França e Inglaterra, e encorajada pela Liga Árabe", e que Obama corretamente concordou em lançar as forças americanas somente depois de convencido de que os outros países dividiriam a responsabilidade e o custo de impor a "lei internacional". E lembra que há questões pendentes sobre os objetivos dos bombardeios, pouco explicitados no discurso de Obama - que alega que Kadhafi perdeu legitimidade e precisa sair - bem como, que não se sabe o que fazer, caso os EUA e aliados não consigam remover o co...