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Fora, Ricardo! Fora, Dunga!

Não há como conviverem no mesmo corpo um técnico de futebol brilhante, como a seleção merece, e um ex-jogador pouco acima de medíocre, limitado, legítimo precursor dos chamados brucutus. O desafio foi maior. Não se pode, porém, falar em surpresa. A invenção de Ricardo Teixeira fez o que era esperado: - convocou mal, preparou mal, escalou mal e nos presenteou com mais uma desclassificação no Torneio Olímpico. O sonho do ouro, mais uma vez, foi adiado. Só o Ricardão acreditava nele. A falta de conhecimento do atual ofício é algo que até a minha falecida avó sabia sobre o Dunga. Assim como ele, ela nada sabia de futebol, mas já desconfiava que o Dunga não poderia liderar os jovens jogadores em uma competição tão importante, ou em qualquer outra. Somente a vaidade e os altos rendimentos podem tê-lo feito aceitar missão tão superior às suas possibilidades. A ganância, o apelo do prestígio, a falta de pudor e de humildade, falaram mais alto. Apesar disso, prefiro pensar que foi um lapso de i...

Fora Dunga!

A era Dunga (1987-1998), de triste memória, marcou o início da descaracterização do futebol brasileiro. Após as derrotas da seleção em 82 (uma das maiores que vi jogar) e 86, recheadas de craques, como Zico, Falcão, Sócrates, Leandro, Oscar, Branco, Raí e Júnior, apesar do surgimento de Romário e depois Bebeto, o Brasil vivia um período de falta de bons jogadores, do meio-campo pra frente. Tanto é assim, que em 90 fomos eliminados por Cannigia & Cia jogando com um timinho formado, entre outros, por Silas, Mauro Galvão, Valdo, Muller, Renato gaúcho, Careca e, o pior de todos - Dunga. Os críticos de então diziam que o futebol mudara, que devíamos guarnecer mais a defesa, proteger o meio-campo, e obter resultados. De nada adianta jogar vistoso e não ganhar títulos. Foi assim que o Brasil, em 94, ápice da famigerada era Dunga, em decisão inédita nos pênaltis, ganhou nos Estados Unidos a sua quarta copa do mundo. Nada poderia ter feito mais mal ao Brasil do que aquela vitória. Aliás, um...