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Mostrando postagens com o rótulo corrupção

Uma ideologia a serviço da corrupção, editorial d'O Globo

Fonte que parece inesgotável de revelações de meios e maneiras de se fazer tráfico ilegal de dinheiro extorquido do contribuinte — por se originar do superfaturamento de contratos com estatais —, a videoteca das delações da Odebrecht mostra como a proliferação dessas empresas e a ideologia lulopetista estão na base do maior assalto já praticado aos cofres públicos.  Tudo foi facilitado pela visão intervencionista, terceiro-mundista, estatista do lulopetismo, radicalizada por Dilma Rousseff, somada à desmesurada participação do Estado na economia do país.  Com estatais-chave aparelhadas, assim como segmentos da administração direta, foi possível, por exemplo, Emílio Odebrecht, interlocutor direto de Lula, fazer pedidos insensatos ao ex-presidente — e ser atendido. Até por meio de intermediários. Um deles levou o BNDESa usar linha de crédito subsidiado pelo Tesouro — dinheiro do contribuinte — para financiar a construção do Porto de Mariel, em Cuba. Emílio relata que o c...

Um Brasil em desmanche

por J. R. Guzzo 2015 foi o ano em que o Brasil Velho teve finalmente um duelo para valer com o século XXI. Todos estão cansados de saber que país é este. É o Brasil que desde a sua independência, 200 anos atrás, está aí para proteger, servir e enriquecer a minoria dos que dão ordens nos governos, os seus amigos e os que pagam para estar de bem com os que mandam.  É o Brasil da corrupção como método de governo e objetivo da vida pública ─ um condomínio gerido por gangues políticas cujo único propósito é controlar a máquina do Estado. Não há ideias nesse Brasil; só há interesses. O primeiro mandamento do político “competente”, ou “do ramo”, é aplicar as melhores técnicas para enganar um eleitorado em grande parte ignorante, pobre, indiferente a seus direitos e desinteressado de questões públicas. Aqui, os donos das decisões tratam como um absurdo o princípio pelo qual a lei deve ser igual para todos. Estão convencidos de que o fato de ganhar eleições, em geral através ...

Começa a surgir o custo do aparelhamento - Editorial d'O Globo

Há pelo menos nove anos, desde a denúncia do mensalão, em 2005, ouve-se o mantra lulopetista: “Todos fazem" e “Isso já foi assim no passado". Mas o assalto à Petrobras, cometido numa associação criminosa entre altos dirigentes indicados pelo PT, PMDB e PP, e empreiteiros pulverizou a desculpa, porque nunca antes na história do país surgiram evidências e provas de tamanho esquema de corrupção concentrado num único setor. Estatal de grandes proporções, a Petrobras volta e meia era motivo de rumores sobre desvios. Já se ouviram histórias de conluio de diretores com potentados árabes fornecedores de petróleo, no tempo que a empresa era a maior importadora individual de óleo do mundo. Também já circularam, há muito tempo, casos de conluio com fornecedores de plataformas, semelhantes ao comprovado agora na relação incestuosa entre a holandesa SBM, o diretor apadrinhado pelo PT Renato Duque e seu braço-direito Pedro Barusco — que se compromete a repatriar US$ 100 milhões embolsado...

E a grana da Petrobras? As formigas comeram

por Ricardo Noblat Há muitas perguntas sobre o escândalo da Petrobras que suplicam por respostas. A mais óbvia: é possível que Dilma ignorasse o mar de lama capaz de afogar a empresa que ela sempre controlou desde o primeiro governo do presidente Lula? Pois antes de suceder José Dirceu na chefia da Casa Civil, Dilma foi ministra das Minas e Energia. Presidiu o Conselho de Administração da Petrobras entre 2003 e 2010. Nada de relevante se faz na Petrobras sem autorização prévia do Conselho. Ao deixar o Conselho em março de 2010 para concorrer à presidência da República, Dilma comentou que se sentia feliz pelo que fizera. “É um orgulho passar pelo Conselho de Administração da Petrobras, e maior ainda presidi-lo”, disse. “Você tem uma nova visão do Brasil. Vê a riqueza do Brasil”. De fato, ela viu. O que não viu, como diria mais tarde, foi por culpa dos outros. Elas é inocente. Completamente. Não viu com a antecedência desejável um dos piores negócios feitos pela Petrobras – a compra ...

Problemas na Petrobras levantam questões mais amplas para investidores, por Landon Thomas Junior, New York Times

Quando a empresa mais endividada do mundo adia a divulgação de resultados devido a um escândalo de corrupção crescente, uma oscilação nos mercados é de se esperar. Tal foi o caso na sexta-feira para a gigante petrolífera brasileira Petrobras, que viu a queda de suas ações de 8 por cento (antes de recuperar ligeiramente) e os rendimentos de seus títulos subirem acentuadamente com a notícia de que executivos da empresa no Brasil tinham sido presos como parte de uma ampla investigação de corrupção. A presidente Dilma Rousseff, que era a chefe do conselho da Petrobras antes de se tornar presidente em 2010, não é a única pessoa, no entanto, que está sentindo a dor com os problemas da empresa. Poucas empresas de mercados emergentes são tão amplamente mantidas por investidores de ações e obrigações como a Petrobras, há muito vista como uma peça de referência para investidores que procurem exposição a mercados em desenvolvimento de rápido crescimento. Desde o fundo de mercado emergente Oppenhe...

Corrupção sistêmica, por Merval Pereira

O escândalo da Petrobras está produzindo reações curiosas no governo, alguns até mesmo engraçados, se o momento não fosse trágico. Anuncia-se que o PT pretende questionar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a escolha, por sorteio, do ministro Gilmar Mendes para relator das contas da campanha presidencial do partido em 2014. Por sorteio, ressalte-se, e a mando do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, o mais próximo ao PT de todos os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Nunca vi tamanha confissão de culpa.  Também o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo deitou falação sobre a politização das investigações, insinuando que a oposição está querendo ter um terceiro turno da eleição que perdeu. Logo quem, o mesmo que acabara de dizer que a presidente Dilma havia determinado que as investigações prosseguissem, doam a quem doer. Como se a presidente tivesse o poder de mandar parar as investigações se quisesse.Além do mais, Cardozo abriu uma investigação para punir delegados ...

ONG - Onde Nós Ganhamos

As ONGs (Organizações Não Governamentais) surgiram no Brasil nos anos 90, do século passado, e em menos de 20 anos, o IBGE contabiliza o expressivo número de cerca de 400 mil atuando no país, entre fundações privadas e associações sem fins lucrativos. Toda essa multiplicação não é gratuita. As ONGs pertencem ao que se costuma chamar de Terceiro Setor, um "bicho" formado de entidades da sociedade civil, com fins públicos, que (hipoteticamente) não visam o lucro. Entre suas formas de atuação, está a complementação da ação do Estado, o que lhes qualifica para receber financiamento público, e doações dele, e também de entes privados, a fim de cumprir o objetivo teórico subjacente de fazer chegar serviços a quem necessita, onde o governo não consegue atuar. Pois é justamente aí, no cerne do contrato de atuação das ONGs, que mora o perigo. Cedo, os espertalhões, predadores do dinheiro público, perceberam que a contrapartida para o recebimento contínuo das (muitas vezes...