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Por que amamos?

Descobri que o título da série "Mulheres que amamos" que publico não tem nada de original. É usado na Playboy, e mundo afora, em blogs, sites, livros e em poemas sobre o tema.

Não creio que deva mudar, pois se aplica perfeitamente à ideia de que as "mulheres que amamos" não são, exatamente, aquelas a quem dedicamos o nosso verdadeiro amor, por quem estamos apaixonados. As mulheres que amamos tanto podem ser aquelas superlativas, famosas, maravilhosas, inalcançáveis, que vez por outra, e unicamente, nos aparecem em sonhos, como as que fazem parte do nosso convívio, no trabalho, na escola, no banco, na vizinhança, mas com elas não necessariamente somos íntimos, ou as levamos pra cama.

Embora as fotos que publico contrarie um pouco o que vou dizer, as mulheres que amamos podem não ser as mais belas, as mais gostosas, as mais bem torneadas. Claro que essas são maioria, mas há também as que chamam a atenção por outros motivos - a inteligência, o olhar, o sorriso, o jeito de falar, o gingado, a sensualidade, a cor da pele, detalhes no corpo ou na personalidade - por algo que as distingue. Nem por isso, são menos amadas, idolatradas, desejadas. Tudo é o conjunto da obra.

Há uma clara dificuldade de retratar, a não ser com palavras, este outro grupo - as não famosas, as anônimas que esbarramos nas ruas, e as que andam por perto, mas não tão perto - falta a intimidade, o conhecer. Contudo, sempre é possível descrever o motivo de as colocarmos neste pedestal. Assim, vou continuar fazendo o que posso, enquanto não me processarem por uso não autorizado, colhendo imagens dessas deusas e musas, para exibir aqui. Estou pensando, porém, em contar casos e histórias, minhas e de amigos, relacionadas a estes objetos do desejo, carnal ou simplesmente espiritual, platônico ou selvagem. Não creio que elas irão se incomodar, pois estarão protegidas pelo anonimato. Até porque, o que importa saber, é que elas serão, sempre, as mulheres que amamos, mesmo que a recíproca não seja verdadeira.

Hoje tenho um presente - uma das mulheres mais lindas e sensuais do cinema. Aos 47 anos ela permanece atraente, com tudo em cima e com uma beleza suave e única, de tirar o fôlego.


Nastassja Kinski

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