Entre estarrecidos, indignados e profundamente preocupados, muitos brasileiros assistiram ontem a uma peça de teatro, de péssima qualidade, com atores desqualificados, com falas absurdas, dignas de serem proferidas apenas em prostíbulos, e não nas dependências da mais alta corte, ao vivo e a cores, para todo do país.
As atitudes do suspeito, do seu maior defensor, do velho boca mole, que se sente ungido pelo Olimpo, ou quem sabe por qual entidade ainda maior, além de deploráveis, impróprias, arrogantes, eivadas de ódio, deveriam suscitar uma revolta popular.
Pensar que o bandido de nove dedos, caso encontre um jeito de continuar no Planalto, absolutamente ilegal, como da ultima vez, pode nomear outros quatro potenciais detratores das leis e da Constituição, como os que governam banânia com ele, é muito pior do que o pesadelo mais aterrorizante que possamos ter. O Brasil está sendo empurrado, a passos largos, para o abismo institucional por uma elite política e judicial que perdeu completamente o pudor, o respeito e a noção do limite.
Diante desse escárnio em praça pública, a indignação não pode mais se limitar às telas de celular ou às conversas de revoltados na mesa de jantar. A omissão agora é cumplicidade. Se permitirmos que esse projeto de poder continue aparelhando as instituições e empacotando a nossa liberdade para entregar, mais uma vez, a essa esquerda autoritária e corrupta, não restará país para salvar. O sistema se blindou, o deboche virou método e a impunidade tornou-se a regra de ouro do Planalto.
É por isso que a próxima eleição deixou de ser uma mera disputa entre partidos; tornou-se um dever moral de sobrevivência nacional. É absolutamente urgente, vital e inegociável eleger a oposição. Precisamos de uma maioria avassaladora nas urnas e no Congresso que tenha a coragem de restaurar a ordem, frear os abusos de autoridade e varrer esse consórcio da vergonha para fora do governo. Ou nos unimos agora para retomar a nação através do voto consciente e firme na oposição, ou seremos definitivamente condenados a viver sob a tirania dos togados e dos corruptos. A resposta precisa vir das urnas — e precisa ser devastadora.

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